A talassemia beta é uma doença hereditária que acomete os glóbulos vermelhos do sangue.
Nos casos mais graves, como o de Zain, a vida pode ser prolongada por décadas com transfusões periódicas de sangue e uso de uma droga chamada desferroxamina.
O transplante de medula óssea, porém, melhora o prognóstico do menino, além de acrescentar-lhe qualidade de vida. Os riscos para o doador são reduzidos.
É difícil deixar de se solidarizar com o pequeno Zain. Se a seleção de embriões já é admitida para outras finalidades, como evitar doenças genéticas do próprio nascituro, e se a doação de medula óssea é um procedimento lícito entre irmãos, mesmo que menores, pareceria razoável e ético permitir a seleção embrionária.
O caso da família Hashmi, no Reino Unido, reacendeu o debate sobre os ‘bebês projetados’. Raj e Shahana Hashmi querem ter um filho com a ajuda da fertilização in vitro.
Eles não querem apenas que o bebê seja livre de doenças genéticas: também querem que seus tecidos sejam geneticamente compatíveis com seu filho Zain, de seis anos de idade, que sofre de uma doença rara do sangue.
O caso deles está sendo discutido pela Câmara dos Lordes.
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